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title: "Cronologia de Chico da Silva"
description: "As datas da vida de Chico da Silva e da Escola do Pirambu, do nascimento incerto no Alto Tejo, por volta de 1910, à redescoberta, cada uma com a sua fonte."
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# Cronologia de Chico da Silva

As datas da vida de Chico da Silva e da Escola do Pirambu, do nascimento incerto no Alto Tejo, por volta de 1910, à redescoberta, cada uma com a sua fonte.

Chico da Silva foi um pintor brasileiro. Nasceu por volta de 1910 no Alto Tejo, no então Território do Acre, e morreu em Fortaleza em 6 de dezembro de 1985. O ano do nascimento é incerto: ele não tinha registro civil, e as fontes dão 1910, 1922, 1923, 1926 ou 1928. Começou a desenhar nos muros da Praia Formosa, em Fortaleza, por volta de 1937, foi descoberto pelo pintor suíço Jean-Pierre Chabloz em 1943 e recebeu uma menção honrosa na 33ª Bienal de Veneza, em 1966. Entre 1963 e 1964 passou a pintar com garotos do Pirambu, o bairro em que morava, e o ateliê ficou conhecido como Escola do Pirambu.

Cada item traz a data, o lugar e o fato, com a fonte em nota. Quando as fontes divergem, o item dá as datas em disputa e a nota diz quem afirma cada uma. A [biografia](https://chicodasilva.org/pt/biografia/) conta essa vida por extenso, e o link de cada item leva ao trecho dela, ou ao artigo, que trata do assunto. Das exposições, entram aqui as que mudaram a trajetória dele; a lista completa está na [biografia](https://chicodasilva.org/pt/biografia/#exposi%C3%A7%C3%B5es-selecionadas).

## Origens no Alto Tejo

-   c. 1910, Alto Tejo, Território do Acre: nasce às margens do [rio Tejo](https://chicodasilva.org/pt/artigos/caboclo-do-alto-tejo/), perto da fronteira com o Peru, em terras que então pertenciam a Cruzeiro do Sul e hoje são do município de Marechal Thaumaturgo.[^estrigas-nascimento] O ano é incerto. A carteira de identidade e a maior parte dos catálogos dizem 1910; ele deu 16 de março de 1922 à revista *O Cruzeiro*, em 1963, e 1928 ao *Correio da Manhã*, em 1966, e ao crítico Luiz Ernesto Kawall, em 1972; Estrigas defendeu 1922 ou 1923, e o jornal *Movimento* deu 1926.[^ocruzeiro-1963][^correio-manha-1966][^kawall-1972][^estrigas-data][^movimento-1977]
-   Data incerta, Ceará: ainda menino, [deixa o Acre com a família](https://chicodasilva.org/pt/biografia/#origens-no-alto-tejo) e vai para a terra da mãe, a cearense Minervina Félix de Lima. O pai, caboclo peruano de provável origem kampa, morre em Quixadá, picado por uma cascavel.[^gerciane-infancia]
-   Data incerta, Fortaleza: chega à cidade depois de passar por Quixadá e pela serra de Guaramiranga, onde trabalha num sítio. A idade dele na chegada varia de seis a dezessete anos, conforme a fonte.[^gerciane-infancia][^morel-1976]

## Os muros da Praia Formosa

-   c. 1937, Fortaleza: começa a desenhar nos muros caiados dos casebres da [Praia Formosa](https://chicodasilva.org/pt/artigos/murais-da-praia-formosa/), perto do Passeio Público e do Poço da Draga, com carvão, giz e cacos de tijolo e de telha.[^galvao-1937]
-   1937, Fortaleza: é o ano que ele dava ao [primeiro quadro](https://chicodasilva.org/pt/biografia/#os-muros-da-praia-formosa) que pintou, *Um Dragão Comendo Arraia*.[^ocruzeiro-1963][^jb-1969-industrializada]
-   1942, Fortaleza: faz a primeira venda de que se tem notícia, um quadro por 1.500 cruzeiros, segundo Estrigas, o único a registrá-la.[^estrigas-primeira-venda]

## Chabloz e a Europa

-   1943, Fortaleza: o pintor suíço [Jean-Pierre Chabloz](https://chicodasilva.org/pt/artigos/chabloz-e-a-descoberta/), na cidade a serviço da Campanha da Borracha, vê os desenhos nos muros da Praia Formosa. Os dois só se encontram meses depois.[^chabloz-jb-1969][^silberstein-descoberta]
-   1943-1945 e 1947-1948, Fortaleza: nas duas estadas de Chabloz, pinta [guaches](https://chicodasilva.org/pt/biografia/#chabloz-e-o-guache) sob encomenda dele, que fornece o material e paga adiantado. Chabloz reúne cerca de vinte deles.[^gerciane-chabloz][^catalogo-2001]
-   1944, Fortaleza: os primeiros guaches entram nos [salões da cidade](https://chicodasilva.org/pt/artigos/arte-cearense-anos-1940/), o III Salão Cearense de Pintura, organizado por Chabloz, e o II Salão de Abril.[^galvao-saloes]
-   1945, Rio de Janeiro: guaches dele vão à coletiva de artistas cearenses da Galeria Askanasy. Na apresentação do catálogo, o crítico Rubem Navarra os chama de “qualquer coisa de muito sério”.[^silberstein-askanasy][^gerciane-navarra]
-   1945-1947, Fortaleza: com Chabloz na Europa, para de pintar até a volta dele.[^galvao-europa]
-   Agosto de 1948, Fortaleza: Chabloz embarca de volta à Europa com a coleção, e Chico [larga os pincéis](https://chicodasilva.org/pt/biografia/#dez-anos-de-sil%C3%AAncio).[^onordeste-1948]
-   Outono de 1949, Genebra: Chabloz [expõe os guaches](https://chicodasilva.org/pt/biografia/#a-europa-sem-ele) na Salle Beauregard. Estrigas data a mostra de 1950.[^jdg-1949][^galvao-europa]
-   1950 ou 1952, Lausanne: individual na Galerie Pour L’Art. Galvão e o obituário de *O Povo* dão 1950; Estrigas e as galerias que hoje representam a obra dão 1952.[^galvao-europa][^opovo-obit-2cad][^estrigas-lausanne]
-   1951, Lisboa: guaches dele entram na exposição de Chabloz no Palácio Foz, feita a convite de António Ferro.[^galvao-europa][^gerciane-europa]
-   Dezembro de 1952, Paris: a revista *Cahiers d’Art*, de Christian Zervos, publica o ensaio de Chabloz “Un indien brésilien réinvente la peinture”, um índio brasileiro reinventa a pintura.[^cahiers-1952]
-   Novembro de 1955 a fevereiro de 1956, Neuchâtel, Suíça: obras dele estão em “Le Brésil”, a mostra de arte brasileira com que o Museu Etnográfico inaugura sua sala de exposições, e o museu adquire peças da coleção. Estrigas data a mostra de 1959.[^men-1955][^galvao-neuchatel]

## Os anos de silêncio

-   1948-1959, Fortaleza: praticamente não pinta e vive de ofícios manuais. Roberto Galvão conta [mais de dez anos](https://chicodasilva.org/pt/biografia/#dez-anos-de-sil%C3%AAncio) de pausa, tempo bastante para que parte do público acreditasse que a carreira dele começara nos anos 1960.[^galvao-silencio]

## A universidade e o mercado

-   Novembro de 1959, Fortaleza: Chabloz volta, encontra Chico sem pintar e o apresenta ao reitor Antônio Martins Filho, que implantava o museu de arte da Universidade do Ceará, o MAUC. Contratado, Chico passa a pintar no próprio museu, e dali sai o conjunto de cerca de quarenta guaches que é até hoje o [núcleo do acervo](https://chicodasilva.org/pt/biografia/#a-universidade-e-o-mercado) dele no MAUC.[^galvao-mauc]
-   10 de abril de 1961, Fortaleza: primeira individual, na sede dos Diários Associados, apresentada pelo governador Parsifal Barroso.[^estrigas-individual]
-   25 de junho de 1961, Fortaleza: expõe seis guaches na mostra inaugural do museu da universidade.[^estrigas-individual]
-   c. 1963, Fortaleza: Henrique Bluhm, cantor lírico alemão dono de uma lanchonete no centro, torna-se o primeiro marchand dele.[^oliveira-marchands][^estrigas-bluhm]
-   Setembro de 1963, Rio de Janeiro: individual na Galeria Relevo, organizada por Jean Boghici, que abre para ele o mercado do Sudeste.[^galvao-relevo]
-   28 de setembro de 1963: a revista *O Cruzeiro* publica a reportagem em cores “Francisco da Silva e seu Mundo Fantástico”, que leva o nome dele às bancas do país inteiro.[^ocruzeiro-1963]

## Veneza, 1966

-   Janeiro de 1966, Fortaleza: o crítico Clarival do Prado Valladares separa doze guaches do acervo do MAUC para a delegação brasileira à [33ª Bienal de Veneza](https://chicodasilva.org/pt/artigos/veneza-1966/).[^delirio-veneza]
-   1966, Veneza: quatro guaches vão às paredes da Bienal: *Serpente della serra luminosa*, *Uccello e pesce “roni”*, *Drago con serpente* e *Tronco d’albero con serpente*.[^asac]
-   1966, Veneza: o júri lhe concede uma menção honrosa, embora a comissão brasileira tenha negado apoio à distinção. Valladares a descreve como inédita para um pintor primitivo na história da mostra.[^delirio-carta]
-   1967, São Paulo: participa da IX Bienal de São Paulo.[^galvao-bienais]

## A Escola do Pirambu e o ateliê

Nos anos do ateliê, a assinatura do mestre numa tela não identifica sozinha a mão que a pintou. O trabalho era dividido por etapa entre ele e os discípulos, e o acabamento e a assinatura ficavam com ele.[^galvao-divisao] O artigo [Catalogar Chico da Silva](https://chicodasilva.org/pt/artigos/catalogo-raisonne/) trata do que isso exige de quem data e atribui essas obras.

-   Entre o fim de 1963 e o começo de 1964, Pirambu, Fortaleza: passa a trabalhar com auxiliares, garotos da vizinhança de doze a dezoito anos. O núcleo inicial da [Escola do Pirambu](https://chicodasilva.org/pt/escola-do-pirambu/) tem cinco nomes: Babá, Claudionor, Garcia, Ivan de Assis e Chica, filha do pintor.[^galvao-escola-inicio][^cc-1977-exanor]
-   1965, Fortaleza: Henrique Bluhm monta uma oficina própria, onde Babá pinta e Chico passa no fim do dia para assinar.[^oliveira-oficinas]
-   8 de fevereiro de 1966, Rio de Janeiro: primeiro escândalo público de autoria. O *Jornal do Brasil* noticia a acusação de Chico de que a Galeria Relevo vende quadros encomendados por Bluhm a Babá, e Bluhm responde que o pintor “estaria industrializando a sua arte”.[^jb-1966-relevo]
-   1967, Fortaleza: o marchand Maurício Xerez monta a segunda oficina e contrata Ivan de Assis.[^oliveira-oficinas]
-   12 de junho de 1969, Fortaleza: [Maria Augusta](https://chicodasilva.org/pt/artigos/maria-augusta-a-menina-que-assinou/) do Carmo Moreira, de quinze anos, declara à *Gazeta de Notícias* que durante quase cinco anos pintou quadros que Chico assinava e vendia.[^galvao-gazeta]
-   18 de junho de 1969, Rio de Janeiro: *O Globo* leva à primeira página o “teste dos peixes”, em que a menina pinta dragões, peixes e pássaros diante de repórteres.[^oglobo-1969-teste]
-   Junho de 1969, Fortaleza: Chabloz rompe em público com o pintor e chama o ateliê de “Fábrica de Quadros Chico da Silva Limitada”.[^opovo-1969-chabloz]
-   1973, São Paulo: [Garcia](https://chicodasilva.org/pt/artigos/garcia-o-ultimo-discipulo/) deixa o ateliê e vai para São Paulo, porque o que se paga ali não dá para viver.[^video-garcia-tvdd]
-   10 de maio de 1975, Fortaleza: a *Tribuna do Ceará* estampa na primeira página “Pirambu: todos pintam ‘Chico da Silva’”, com a estimativa de quinhentas pessoas do bairro vivendo da venda desses quadros.[^magalhaes-1975]
-   Março de 1977, Fortaleza: na III Exanor, os cinco discípulos expõem como “Os Pintores do Pirambu” e passam a assinar os quadros com os próprios nomes.[^cc-1977-exanor][^morais-1977]
-   Abril de 1977, Fortaleza: diante do público, em sete dias, pintam com o mestre o painel *Homens Trabalhando*, de quatro por dois metros, inscrito no XXVII Salão de Abril. Chico sai do hospital para trabalhar na obra e a assina ao final.[^galvao-homens]
-   1979, Fortaleza: volta aos jornais acusando [falsários](https://chicodasilva.org/pt/artigos/fabrica-de-quadros/), passa a negar em público que a Escola exista e pede à polícia um inquérito. A justiça nomeia como peritos Henrique Barroso e Roberto Galvão, e o processo não vai adiante.[^cc-1979-acusar][^galvao-peritos]

[![Dois galos de plumagem suntuosa frente a frente sobre fundo dourado. Rinha de Galos, Chico da Silva, 1969, guache sobre papel.](https://img.chicodasilva.org/jcc-031/chico-da-silva-cockfight-1969-gouache-on-paper-hardboard-53x67cm-joao-cunha-collection-jcc-031-chicodasilva.org-1280.jpg)](https://chicodasilva.org/pt/pinturas/rinha-de-galos-1969-031/)

*[Rinha de Galos (1969)](https://chicodasilva.org/pt/pinturas/rinha-de-galos-1969-031/), Chico da Silva*

## Últimos anos e morte

-   Fim de 1974, Fortaleza: o poder público lhe entrega casa e ateliê na avenida Leste-Oeste, apresentados como garantia de procedência: quem comprasse ali, comprava autêntico.[^jb-1974-casa][^cc-1974-casa]
-   1975, Pirambu, Fortaleza: Pedro Jorge de Castro roda o curta *Chico da Silva*, premiado em outubro de 1976 como melhor filme de artes plásticas na I Mostra Nacional do Filme Documentário, em Curitiba.[^doc-pedrojorge]
-   4 de maio de 1976, Fortaleza: é internado às pressas com cirrose agravada por tuberculose, e *O Povo* estampa “Chico da Silva está na miséria”.[^opovo-1976-miseria][^galvao-uncao]
-   Setembro de 1976, Fortaleza: depois de uma recaída, é transferido para uma casa de saúde com diagnóstico de psicose alcoólica e passa quase um ano internado.[^estadao-1976-recuperado][^galvao-internacoes]
-   Dezembro de 1976, Fortaleza: artistas e intelectuais lançam um movimento por uma fundação que proteja o nome dele, com planos de catalogar por número as obras autênticas.[^opovo-1976-fundacao][^estadao-1977-fundacao]
-   Agosto de 1977, Fortaleza: deixa a clínica e anuncia que não volta mais ao Pirambu.[^opovo-1977-saude][^galvao-internacoes]
-   1978, Fortaleza: volta à casa da Leste-Oeste, reformada pela prefeitura, e manda escrever na fachada “Vou terminar minha vida pintando”.[^opovo-1978-atelier]
-   1978, São Paulo: recebe a Medalha Anchieta, da Câmara Municipal de São Paulo. Algumas cronologias dão 1977.[^galvao-anchieta]
-   1979 e fevereiro de 1981: duas tromboses paralisam o lado direito dele. Canhoto, segue pintando.[^galvao-tromboses]
-   A partir de 1981, Fortaleza: vende num boxe do aeroporto Pinto Martins, conseguido por Luíza Távora, então primeira-dama do estado, cerca de três quadros por semana.[^galvao-aeroporto]
-   Junho de 1983, Ceará: uma lei estadual lhe concede pensão vitalícia de dois salários mínimos.[^galvao-pensao]
-   28 de março de 1984, Fortaleza: o governador Gonzaga Mota lhe entrega, na casa em que vive, a Medalha da Abolição, a maior comenda do Ceará.[^opovo-1984-medalha][^estadao-1984-medalha]
-   10 de junho de 1984, Fortaleza: morre Jean-Pierre Chabloz.[^chabloz-1984]
-   6 de dezembro de 1985, Fortaleza: Chico da Silva [morre](https://chicodasilva.org/pt/biografia/#morte) às 3h20, na Policlínica, de acidente vascular cerebral a partir de um enfisema pulmonar crônico, e é sepultado no mesmo dia no cemitério Parque da Paz.[^opovo-obit-2cad][^opovo-1985-capa]

[![Dois galos frente a frente, de cristas espetadas e penas esvoaçantes, sobre fundo preto. Galos de Briga, Chico da Silva, 1983, acrílica sobre tela.](https://img.chicodasilva.org/jcc-030/chico-da-silva-cockfight-1983-acrylic-on-canvas-50x70cm-joao-cunha-collection-jcc-030-chicodasilva.org-1280.jpg)](https://chicodasilva.org/pt/pinturas/galos-de-briga-1983-030/)

*[Galos de Briga (1983)](https://chicodasilva.org/pt/pinturas/galos-de-briga-1983-030/), Chico da Silva*

## Depois de 1985

-   1986, Fortaleza: Roberto Galvão, um dos peritos de 1979, publica *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*.[^galvao-livro]
-   1989, Fortaleza: retrospectiva “Do Delírio ao Dilúvio”, no Espaço Cultural do Palácio da Abolição, com catálogo de Galvão.[^delirio-catalogo]
-   2001, Fortaleza: o governo do Ceará adquire os guaches que restavam da coleção que Chabloz levara para a Europa, dezesseis do pintor e um de Chica, e os expõe em “Chico da Silva vê Chabloz vê Chico da Silva”.[^catalogo-2001]
-   A partir de meados de 2004, Fortaleza: Claudionor, Garcia e Babá voltam a pintar juntos sob o [Instituto Cultural Oboé](https://chicodasilva.org/pt/artigos/instituto-oboe/), do empresário Newton Freitas.[^muluc-oboe][^video-garcia-tvdd]
-   18 de outubro de 2010, Fortaleza: morre [Claudionor](https://chicodasilva.org/pt/artigos/claudionor-o-desenhista/).[^muluc-oboe]
-   2020, Fortaleza: é o “Ano Chico da Silva”, instituído por decreto da prefeitura de 27 de dezembro de 2019, e o 71º Salão de Abril o homenageia.[^muluc-ano-chico]
-   4 de março a 28 de maio de 2023, São Paulo: a retrospectiva “Chico da Silva e o ateliê do Pirambu” mostra 124 obras a 88.881 visitantes na Pinacoteca de São Paulo e segue para a Pinacoteca do Ceará, onde se chama “Chico da Silva e a Escola do Pirambu”.[^pinacotecas]
-   2023, Fortaleza: um acordo no Ministério Público Federal faz do painel *Homens Trabalhando* parte do acervo do MAUC, o museu em que o pintor trabalhou nos anos 1960.[^muluc-homens]
-   2023, Nova York: a David Kordansky Gallery faz a primeira individual dele em Nova York, e o *New York Times* publica uma reportagem sobre a [redescoberta](https://chicodasilva.org/pt/artigos/legado-e-redescoberta/).[^nyt-2023][^estadao-2023]
-   14 de novembro de 2023, Nova York: a Sotheby’s vende por 330,2 mil dólares *Serpente da serra luminosa*, guache de cerca de 1966 que esteve na Bienal de Veneza, o recorde do artista em leilão.[^sothebys]
-   23 de março a 16 de maio de 2024, Xangai: individual na galeria BANK, apresentada como a primeira dele na Ásia.[^bank-xangai]
-   2024, Fortaleza: o Centro Cultural Belchior apresenta “Escola do Pirambu: Um Legado de Chico da Silva”, e Flávia Muluc organiza o livro de mesmo nome, que registra Garcia como o único dos cinco do núcleo ainda vivo.[^muluc-belchior][^muluc-unico]
-   6 de junho a 13 de setembro de 2026, Nottingham, Reino Unido: “And the soul is for the birds”, na Nottingham Contemporary, a primeira individual institucional dele na Europa.[^nottingham]

## Bibliografia

Livros, catálogos e estudos citados de forma abreviada nas notas; a imprensa de época é citada por extenso em cada nota.

-   *Chico da Silva em três dimensões*. Catálogo de exposição, Centro Cultural Banco do Nordeste. Fortaleza, 2005.
-   *Chico da Silva vê Chabloz vê Chico da Silva*. Catálogo de exposição, Centro Cultural da Abolição. Fortaleza: Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, 2001.
-   Estrigas \[Nilo de Brito Firmeza\]. *A saga do pintor Francisco Domingos da Silva*. Fortaleza: Tukano, 1988.
-   Galvão, Roberto. *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*. Fortaleza: Secretaria de Cultura e Desporto do Ceará, 1986.
-   Galvão, Roberto. *Chico da Silva: do delírio ao dilúvio*. Catálogo de exposição. Fortaleza: Costa Gráfica, 1989.
-   *Le Brésil: arts primitifs indigène, afro-brésilien, populaire; arts modernes*. Catálogo de exposição. Neuchâtel: Musée d’ethnographie, 1955.
-   Muluc, Flávia, org. *A Escola do Pirambu: um legado de Chico da Silva*. Fortaleza: Gráfica LCR, 2024.
-   Oliveira, Gerciane Maria da Costa. *Chico da Silva: a emergência de um talento artístico*. Fortaleza: EdUECE, 2023.
-   Oliveira, Gerciane Maria da Costa. “É ou não é um quadro Chico da Silva?”. Tese de doutorado, Universidade Federal do Ceará, 2015.
-   Oliveira, Gerciane Maria da Costa. “Quando um estilo artístico individual se torna uma maneira de pintar? O caso do artista naïf Chico da Silva”. *Crítica Cultural* 12, n. 2 (2017): 305-313.
-   Oliveira, Gerciane Maria da Costa. “Chico da Silva, o pioneiro da arte indígena? A dinâmica de reclassificação do artista acreano em recentes exposições”. *MODOS: Revista de História da Arte* 8, n. 2 (2024): 706-726.
-   Silberstein, David A. “Colonialismo e cultura popular: o caso de Chico da Silva”. *Revista de Ciências Sociais* 8, n. 1-2 (1977): 219-232.

## Notas

[^estrigas-nascimento]: Estrigas, *A saga do pintor*; Oliveira, *A emergência de um talento artístico*; o rio Tejo e o atual município de Marechal Thaumaturgo, cronologia de *Chico da Silva vê Chabloz vê Chico da Silva*.

[^ocruzeiro-1963]: Eduardo Campos, “Francisco da Silva e seu Mundo Fantástico”, *O Cruzeiro*, 28 de setembro de 1963, pp. 110-111, [Hemeroteca Digital Brasileira](https://memoria.bn.gov.br/docreader/docreader.aspx?bib=003581&pagfis=151399). A reportagem dá o nascimento em 16 de março de 1922 e o primeiro quadro em 1937.

[^correio-manha-1966]: “Pintor diz que sua arte é explorada por dono de galeria”, *Correio da Manhã*, 12 de junho de 1966, p. 13, [Hemeroteca Digital Brasileira](https://memoria.bn.gov.br/docreader/docreader.aspx?bib=089842_07&pagfis=72291).

[^kawall-1972]: Luiz Ernesto \[Machado Kawall\], “No Ceará, a glória e a dor do primitivo Chico da Silva”, *A Tribuna* (Santos), 22 de outubro de 1972, p. 4, [Hemeroteca Digital Brasileira](https://memoria.bn.gov.br/docreader/docreader.aspx?bib=153931&pagfis=32175).

[^estrigas-data]: Estrigas, *A saga do pintor*, que defende 1922 ou 1923 e atribui o 1910 a erro do *Dicionário* de Roberto Pontual.

[^movimento-1977]: Luiz Carlos Antero, “Um ‘índio’ entre os mercadores”, *Movimento*, n. 85, 14 de fevereiro de 1977, p. 16, [Hemeroteca Digital Brasileira](https://hemeroteca-pdf.bn.gov.br/318744/per318744_1977_00085.pdf).

[^gerciane-infancia]: Oliveira, *A emergência de um talento artístico*, sobre o pai de provável origem kampa, a mãe Minervina Félix de Lima, a morte do pai em Quixadá e o caminho até Fortaleza.

[^morel-1976]: Edmar Morel, “A Máfia destruiu Chico da Silva”, *O Povo*, 1º de junho de 1976, p. 5.

[^galvao-1937]: Galvão, *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*; o marco de 1937 é consenso das fontes, repetido pelo próprio pintor.

[^jb-1969-industrializada]: “4 séculos de arte industrializada”, *Jornal do Brasil*, 25 de junho de 1969, Caderno B, p. 25, [Hemeroteca Digital Brasileira](https://memoria.bn.gov.br/docreader/docreader.aspx?bib=030015_08&pagfis=136212).

[^estrigas-primeira-venda]: Estrigas, *A saga do pintor*; o detalhe só aparece nesse livro.

[^chabloz-jb-1969]: Jean-Pierre Chabloz, “Francisco Silva ou a ingenuidade perdida”, *Jornal do Brasil*, 23 de agosto de 1969, Caderno B, p. 25, [Hemeroteca Digital Brasileira](https://memoria.bn.gov.br/docreader/docreader.aspx?bib=030015_08&pagfis=139463).

[^silberstein-descoberta]: Silberstein, “Colonialismo e cultura popular”, p. 222.

[^gerciane-chabloz]: Oliveira, *A emergência de um talento artístico*, sobre o método de encomenda; o material e o pagamento adiantado, *Chico da Silva vê Chabloz vê Chico da Silva*.

[^catalogo-2001]: *Chico da Silva vê Chabloz vê Chico da Silva*, texto de apresentação: a coleção tinha vinte obras das fases 1943-45 e 1947-48; dezesseis, mais uma de Chica da Silva, voltaram ao Ceará em 2001.

[^galvao-saloes]: Galvão, *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*; sobre a organização do III Salão por Chabloz, “O culto da Arte”, *O Nordeste*, 24 de janeiro de 1944, p. 14, [Portal da História do Ceará](https://historiadoceara.com.br/jornais/jornal.php?mes=01&edicao=1944&pagina=O_Nordeste_1944_01_145.jpg).

[^silberstein-askanasy]: Silberstein, “Colonialismo e cultura popular”, p. 222.

[^gerciane-navarra]: Oliveira, *A emergência de um talento artístico*, que transcreve a crítica de Rubem Navarra.

[^galvao-europa]: Galvão, *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*, p. 12: a pausa de 1945 a 1947, Genebra em 1949, Lausanne em 1950 e Lisboa em 1951.

[^onordeste-1948]: “Letras & Artes”, *O Nordeste*, 13 de agosto de 1948, p. 1, [Portal da História do Ceará](https://historiadoceara.com.br/jornais/jornal.php?mes=08&edicao=1948&pagina=O_Nordeste_1948_08_0088.jpg).

[^jdg-1949]: “Société mutuelle artistique (Salle Beauregard)”, *Journal de Genève*, 5 de outubro de 1949, p. 5, [Le Temps Archives](https://www.letempsarchives.ch/page/JDG_1949_10_05/5); o “outono de 1949” em Oliveira, *A emergência de um talento artístico*, p. 64. Estrigas, *A saga do pintor*, p. 95, data o Salão Beauregard de 1950.

[^opovo-obit-2cad]: “Chico da Silva deixa no tempo a criatividade da arte ingênua”, *O Povo*, 7 de dezembro de 1985, Segundo Caderno, p. 1, com o boxe “Frases de Chico da Silva”, de Roberto Galvão.

[^estrigas-lausanne]: Estrigas, *A saga do pintor*, p. 95, lista de exposições fora do Ceará; os CVs institucionais da Gomide&Co (São Paulo, 2026) e da David Kordansky Gallery (Nova York/Los Angeles, 2026) também dão 1952.

[^gerciane-europa]: Oliveira, *A emergência de um talento artístico*, p. 64, sobre o Palácio Foz em 1951 e o convite de António Ferro.

[^cahiers-1952]: Jean-Pierre Chabloz, “Un indien brésilien réinvente la peinture”, *Cahiers d’Art* (Paris), dezembro de 1952, conforme Estrigas, *A saga do pintor*, e Oliveira, *A emergência de um talento artístico*.

[^men-1955]: *Le Brésil: arts primitifs indigène, afro-brésilien, populaire; arts modernes*, catálogo de exposição (Neuchâtel: Musée d’ethnographie, 1955); Galvão, *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*, p. 13. Estrigas data a mostra de 1959.

[^galvao-neuchatel]: Galvão, *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*; a presença em Neuchâtel é lembrada também em Walter Sotomayor, “Chico da Silva”, *Correio Braziliense*, 28 de outubro de 1976.

[^galvao-silencio]: Galvão, *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*; também *Chico da Silva em três dimensões*.

[^galvao-mauc]: Galvão, *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*, p. 13; a contagem de cerca de quarenta guaches do núcleo é dos livros de referência, com variação até 43.

[^estrigas-individual]: Estrigas, *A saga do pintor*, que detalha a individual de 10 de abril de 1961 e a coletiva inaugural do museu em 25 de junho.

[^oliveira-marchands]: Oliveira, “É ou não é um quadro Chico da Silva?”, pp. 149-150.

[^estrigas-bluhm]: Estrigas, *A saga do pintor*, p. 43 (“cantor de músicas eruditas”, e a lanchonete Di Caura); Silberstein, “Colonialismo e cultura popular”, p. 225.

[^galvao-relevo]: Galvão, *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*, sobre a Galeria Relevo e as apresentações de Chabloz e Aldemir Martins.

[^delirio-veneza]: Galvão, *Do delírio ao dilúvio*; a data de janeiro de 1966 para a seleção, Estrigas, *A saga do pintor*.

[^asac]: Francisco Domingos da Silva, base ASACdati, [Archivio Storico delle Arti Contemporanee](https://asac.labiennale.org/persone/405686), La Biennale di Venezia, registros das quatro obras da 33ª Bienal (1966), acesso em 12 ago. 2026.

[^delirio-carta]: Carta de Clarival do Prado Valladares a Haroldo Juaçaba, 23 de setembro de 1966, transcrita em Galvão, *Do delírio ao dilúvio*.

[^galvao-bienais]: Galvão, *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*; Galvão, *Do delírio ao dilúvio*.

[^galvao-divisao]: Galvão, *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*, sobre a divisão do trabalho e o aprendizado escalonado.

[^galvao-escola-inicio]: Galvão, *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*; Oliveira, “É ou não é um quadro Chico da Silva?”.

[^cc-1977-exanor]: “Os Pintores do Pirambu”, *Correio do Ceará*, 16 de março de 1977, p. 4, [Portal da História do Ceará](https://historiadoceara.com.br/jornais/jornal.php?mes=03&edicao=1977&pagina=correio_do_ceara_1977_03_0329.jpg).

[^oliveira-oficinas]: Oliveira, “É ou não é um quadro Chico da Silva?”, pp. 149-150; Gilberto Andrade Machado, “Calidoscópio: história do ensino de artes plásticas em Fortaleza” (tese de doutorado, Universidade Federal do Ceará, 2008), pp. 57-58.

[^jb-1966-relevo]: “Silva diz que Relêvo está vendendo no Rio imitações das suas telas primitivas”, *Jornal do Brasil*, 8 de fevereiro de 1966, p. 10, [Hemeroteca Digital Brasileira](https://memoria.bn.gov.br/docreader/docreader.aspx?bib=030015_08&pagfis=80321).

[^galvao-gazeta]: *Gazeta de Notícias* (Fortaleza), 12 de junho de 1969, conforme Galvão, *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*, e Estrigas, *A saga do pintor*.

[^oglobo-1969-teste]: “O teste dos peixes”, *O Globo*, 18 de junho de 1969, p. 1, e “Teste aprova menina que acusa o pintor”, p. 7.

[^opovo-1969-chabloz]: “Chabloz descreve: ascensão e queda de Chico da Silva”, *O Povo*, 30 de junho de 1969, p. 5; Galvão, *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*, p. 20, data as declarações de 18 de junho e registra a alcunha.

[^video-garcia-tvdd]: TVDD #arte, entrevista com Garcia (José dos Santos Gomes), [vídeo](https://www.youtube.com/watch?v=7bE_CVvsQZ8), 19 de fevereiro de 2026.

[^magalhaes-1975]: Graça Magalhães, “Pirambu: todos pintam ‘Chico da Silva’”, *Tribuna do Ceará*, 10 de maio de 1975, p. 1, apud Oliveira, “Quando um estilo artístico individual se torna uma maneira de pintar?”, 307.

[^morais-1977]: Frederico Morais, “No Ceará tem gravura, rabiscos e arte conceitual”, *O Globo*, 30 de março de 1977, p. 36.

[^galvao-homens]: Galvão, *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*; Galvão, *Do delírio ao dilúvio*.

[^cc-1979-acusar]: “Chico da Silva volta a acusar falsificadores”, *Correio do Ceará*, 28 de junho de 1979, pp. 1 e 13, [Portal da História do Ceará](https://historiadoceara.com.br/jornais/jornal.php?mes=06&edicao=1979&pagina=correio_do_ceara_1979_06_0501.jpg).

[^galvao-peritos]: Galvão, *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*, p. 27, sobre o inquérito e os peritos nomeados pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Fortaleza.

[^jb-1974-casa]: “Fortaleza dá casa a Chico Silva”, *Jornal do Brasil*, 30 de dezembro de 1974, p. 18.

[^cc-1974-casa]: Luciano Diógenes, “Casa para Chico Silva”, *Correio do Ceará*, 13 de agosto de 1974, p. 7; “Casa de Chico Silva no ‘Ano da Cultura’”, *Correio do Ceará*, 2 de janeiro de 1975, p. 5.

[^doc-pedrojorge]: “Curtas premiados no Paraná”, *O Estado de S. Paulo*, 21 de outubro de 1976, p. 10; ofício 48/76-GT da I Mostra Nacional do Filme Documentário, Curitiba, 8 de novembro de 1976.

[^opovo-1976-miseria]: “Chico da Silva está na miséria”, *O Povo*, 13 de maio de 1976, p. 6.

[^galvao-uncao]: Galvão, *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*, p. 24: internado em 4 de maio de 1976, recebeu a unção dos enfermos no dia seguinte.

[^estadao-1976-recuperado]: “Recuperado, Chico volta aos quadros”, *O Estado de S. Paulo*, 14 de agosto de 1976, p. 12.

[^galvao-internacoes]: Galvão, *Do delírio ao dilúvio*; Estrigas, *A saga do pintor*; a saída da clínica no início de agosto de 1977, Galvão, *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*, p. 26.

[^opovo-1976-fundacao]: “Uma instituição para zelar o nome Chico da Silva”, *O Povo*, 19 de dezembro de 1976, Caderno B, p. 4.

[^estadao-1977-fundacao]: “Artistas lutam para preservar nome e obra de Chico da Silva”, *O Estado de S. Paulo*, 19 de fevereiro de 1977, p. 9, [Acervo Estadão](https://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19770219-31237-nac-0009-999-9-not).

[^opovo-1977-saude]: “Estou vendendo saúde e não vou voltar mais ao Pirambu”, *O Povo*, 31 de agosto de 1977, p. 12.

[^opovo-1978-atelier]: “Chico da Silva volta ao seu ‘atelier’ na Av. Leste-Oeste”, *O Povo*, 13 de agosto de 1978, p. 9.

[^galvao-anchieta]: Galvão, *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*; Estrigas, *A saga do pintor*; o ano oscila entre 1977 e 1978 nas cronologias, e 1978 é o da maioria das fontes.

[^galvao-tromboses]: Galvão, *Do delírio ao dilúvio*.

[^galvao-aeroporto]: Galvão, *Do delírio ao dilúvio*; o ritmo de vendas, cronologia de *Chico da Silva vê Chabloz vê Chico da Silva*.

[^galvao-pensao]: Lei estadual n. 10.807, Diário Oficial do Ceará, 28 de junho de 1983; Galvão, *Do delírio ao dilúvio*.

[^opovo-1984-medalha]: “Sofrimento e miséria na arte, mas com medalhas em vida”, *O Povo*, 28 de março de 1984, Caderno Z, p. 15.

[^estadao-1984-medalha]: “Chico da Silva é condecorado em Fortaleza”, *O Estado de S. Paulo*, 29 de março de 1984, p. 24.

[^chabloz-1984]: Estrigas, *A saga do pintor*, que dá a morte de Chabloz em Fortaleza em 10 de junho de 1984.

[^opovo-1985-capa]: “Ceará perde Chico da Silva e poucos vão ao cemitério”, *O Povo*, 7 de dezembro de 1985, p. 1.

[^galvao-livro]: Galvão, *Chico da Silva e a Escola do Pirambu*; a perícia, p. 27.

[^delirio-catalogo]: Galvão, *Do delírio ao dilúvio*, catálogo da retrospectiva de 1989.

[^muluc-oboe]: Claudionor Nogueira, “João Clôud, O Leão Pantera”, texto autobiográfico, em Muluc, *A Escola do Pirambu*, pp. 58-71; a apresentação de Erika Cavalcanti data a reaproximação com Garcia e Babá de meados de 2004 e a morte de Claudionor de 18 de outubro de 2010.

[^muluc-ano-chico]: Muluc, *A Escola do Pirambu*, sobre o decreto da prefeitura e a homenagem do 71º Salão de Abril; o decreto n. 14.574, de 27 de dezembro de 2019, em Oliveira, “Chico da Silva, o pioneiro da arte indígena?”, 715.

[^pinacotecas]: [“Chico da Silva e o ateliê do Pirambu”](https://pinacoteca.org.br/en/programacao/exposicoes/chico-da-silva-e-o-atelie-do-pirambu/), Pinacoteca de São Paulo, 4 de março a 28 de maio de 2023, curadoria de Thierry de Freitas; público e contagem de obras em [“Pinacoteca do Ceará abre maior exposição já realizada sobre o artista”](https://pinacotecadoceara.org.br/chico-da-silva-e-a-escola-do-pirambu-pinacoteca-do-ceara-abre-maior-exposicao-ja-realizada-sobre-o-artista/), Pinacoteca do Ceará, 7 de julho de 2023 (acessos em 12 ago. 2026).

[^muluc-homens]: Muluc, *A Escola do Pirambu*, pp. 72-75; “Painel artístico da Escola do Pirambu será da UFC após acordo”, *O Povo*, 31 de maio de 2023, [opovo.com.br](https://www.opovo.com.br/vidaearte/2023/05/31/painel-artistico-da-escola-do-pirambu-sera-da-ufc-apos-acordo.html); “UFC assina acordo no MPF”, [mauc.ufc.br](https://mauc.ufc.br/pt/ufc-assina-acordo-no-mpf-para-formalizacao-da-propriedade-da-obra-homens-trabalhando/).

[^nyt-2023]: Hilarie M. Sheets, “A Visionary Brazilian Artist Is Rediscovered”, *The New York Times*, 19 de outubro de 2023.

[^estadao-2023]: “Artista indígena, Chico da Silva é redescoberto e ganha mostra em Nova York”, *O Estado de S. Paulo*, 21 de novembro de 2023, p. C3, [Acervo Estadão](https://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/20231121-47516-nac-35-cd2-c3-not); tradução da matéria do *New York Times*.

[^sothebys]: [“Serpente da serra luminosa”](https://www.sothebys.com/en/buy/auction/2023/modern-day-auction-4/serpente-da-serra-luminosa), lote 243, Modern Day Auction, Sotheby’s, Nova York, 14 de novembro de 2023; resultado no [balanço oficial das vendas de novembro](https://www.sothebys.com/en/articles/new-york-sales-november-2023-results) (acesso em 12 ago. 2026). A ficha do lote registra a obra na “XXXIII Biennale Internazionale d’Arte Venezia”, 1966.

[^bank-xangai]: [“Chico da Silva: Amazônian Legend”](https://bankmabsociety.com/exhibitions/13-chico-da-silva-amazonian-legend/), BANK, Xangai, 23 de março a 16 de maio de 2024, curadoria de Simon Watson; o texto de abertura a apresenta como a primeira individual do pintor na Ásia (acesso em 12 ago. 2026).

[^muluc-belchior]: Muluc, *A Escola do Pirambu*, publicado na esteira da exposição homônima do Centro Cultural Belchior (2024).

[^muluc-unico]: Muluc, *A Escola do Pirambu*, que nomeia Garcia como o único do núcleo ainda vivo e dedica o volume a Chico, Babá, Claudionor, Chica, Ivan e Garcia.

[^nottingham]: [“Chico da Silva: And the soul is for the birds”](https://www.nottinghamcontemporary.org/whats-on/chico-da-silva/), Nottingham Contemporary, 6 de junho a 13 de setembro de 2026, curadoria de Salma Tuqan e Niall Ó Faircheallaigh (acesso em 12 ago. 2026).

## Obras relacionadas

-   [![Dois galos de plumagem suntuosa frente a frente sobre fundo dourado. Rinha de Galos, Chico da Silva, 1969, guache sobre papel.](https://img.chicodasilva.org/jcc-031/chico-da-silva-cockfight-1969-gouache-on-paper-hardboard-53x67cm-joao-cunha-collection-jcc-031-chicodasilva.org-1280.jpg)Rinha de Galos Chico da Silva, 1969](https://chicodasilva.org/pt/pinturas/rinha-de-galos-1969-031/)
-   [![Dois galos frente a frente, de cristas espetadas e penas esvoaçantes, sobre fundo preto. Galos de Briga, Chico da Silva, 1983, acrílica sobre tela.](https://img.chicodasilva.org/jcc-030/chico-da-silva-cockfight-1983-acrylic-on-canvas-50x70cm-joao-cunha-collection-jcc-030-chicodasilva.org-1280.jpg)Galos de Briga Chico da Silva, 1983](https://chicodasilva.org/pt/pinturas/galos-de-briga-1983-030/)
