
Visualizador em alta resolução. Setas para mover, mais e menos para ampliar.

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Descrição para visitantes cegos e com baixa visão
Uma pintura horizontal quase inteiramente ocupada por uma única ave enorme. O pescoço longo sobe à esquerda e se dobra sobre si mesmo num gancho profundo, faixado em toda a extensão por fileiras de pontos brancos, amarelos e verde-claros sobre preto, e cravejado de espaço em espaço por pequenos medalhões redondos de vermelho e azul com estrelas de seis pontas. A cabeça pequena, na ponta do pescoço, tem um único olho redondo e um bico preto e pesado, curvo como uma foice; abaixo dele pende uma segunda foice, vermelho-tijolo, à maneira de barbela. O corpo é uma grande massa arredondada à direita, trabalhada inteiramente em linhas de contas: espirais enroladas em azul, violeta e verde na metade de cima, que abaixo dão lugar a um labirinto de faixas sinuosas em vermelho, ocre e creme, cada linha feita de fileiras de pontos brancos, amarelos e vermelhos. Um leque de plumas finas como cabelo, em verde, branco e rosa, abre-se no canto inferior direito. Duas pernas roxas e compridas, franjadas de farpas pretas, descem para agarrar uma forma larga, amarela e verde, rente à borda inferior, marcada por duas pinceladas pretas em forma de garra. Quatro aves bem menores ocupam o canto inferior esquerdo, cada uma com um tufo de penas pretas na crista, o corpo salpicado de verde, azul, amarelo e vermelho, e a cauda aberta; uma paira em voo, as outras pousam. Ao fundo, o campo se divide em blocos de traços finos e cruzados em azul, vermelho, amarelo, verde e marrom, assentados como retalhos de tecido.

Pinturas livres para reuso, com crédito (CC BY 4.0)
Chico da Silva, “Ave Fantástica e Filhotes” (c. 1969). Fotografia: João Cunha, Coleção João Cunha. CC BY 4.0. https://chicodasilva.org/id/jcc-085