Cronologia de Chico da Silva
As datas da vida de Chico da Silva e da Escola do Pirambu, do nascimento incerto no Alto Tejo, por volta de 1910, à redescoberta, cada uma com a sua fonte.
Chico da Silva foi um pintor brasileiro. Nasceu por volta de 1910 no Alto Tejo, no então Território do Acre, e morreu em Fortaleza em 6 de dezembro de 1985. O ano do nascimento é incerto: ele não tinha registro civil, e as fontes dão 1910, 1922, 1923, 1926 ou 1928. Começou a desenhar nos muros da Praia Formosa, em Fortaleza, por volta de 1937, foi descoberto pelo pintor suíço Jean-Pierre Chabloz em 1943 e recebeu uma menção honrosa na 33ª Bienal de Veneza, em 1966. Entre 1963 e 1964 passou a pintar com garotos do Pirambu, o bairro em que morava, e o ateliê ficou conhecido como Escola do Pirambu.
Cada item traz a data, o lugar e o fato, com a fonte em nota. Quando as fontes divergem, o item dá as datas em disputa e a nota diz quem afirma cada uma. A biografia conta essa vida por extenso, e o link de cada item leva ao trecho dela, ou ao artigo, que trata do assunto. Das exposições, entram aqui as que mudaram a trajetória dele; a lista completa está na biografia.
Origens no Alto Tejo
- c. 1910, Alto Tejo, Território do Acre: nasce às margens do rio Tejo, perto da fronteira com o Peru, em terras que então pertenciam a Cruzeiro do Sul e hoje são do município de Marechal Thaumaturgo.1 O ano é incerto. A carteira de identidade e a maior parte dos catálogos dizem 1910; ele deu 16 de março de 1922 à revista O Cruzeiro, em 1963, e 1928 ao Correio da Manhã, em 1966, e ao crítico Luiz Ernesto Kawall, em 1972; Estrigas defendeu 1922 ou 1923, e o jornal Movimento deu 1926.23456
- Data incerta, Ceará: ainda menino, deixa o Acre com a família e vai para a terra da mãe, a cearense Minervina Félix de Lima. O pai, caboclo peruano de provável origem kampa, morre em Quixadá, picado por uma cascavel.7
- Data incerta, Fortaleza: chega à cidade depois de passar por Quixadá e pela serra de Guaramiranga, onde trabalha num sítio. A idade dele na chegada varia de seis a dezessete anos, conforme a fonte.78
Os muros da Praia Formosa
- c. 1937, Fortaleza: começa a desenhar nos muros caiados dos casebres da Praia Formosa, perto do Passeio Público e do Poço da Draga, com carvão, giz e cacos de tijolo e de telha.9
- 1937, Fortaleza: é o ano que ele dava ao primeiro quadro que pintou, Um Dragão Comendo Arraia.210
- 1942, Fortaleza: faz a primeira venda de que se tem notícia, um quadro por 1.500 cruzeiros, segundo Estrigas, o único a registrá-la.11
Chabloz e a Europa
- 1943, Fortaleza: o pintor suíço Jean-Pierre Chabloz, na cidade a serviço da Campanha da Borracha, vê os desenhos nos muros da Praia Formosa. Os dois só se encontram meses depois.1213
- 1943-1945 e 1947-1948, Fortaleza: nas duas estadas de Chabloz, pinta guaches sob encomenda dele, que fornece o material e paga adiantado. Chabloz reúne cerca de vinte deles.1415
- 1944, Fortaleza: os primeiros guaches entram nos salões da cidade, o III Salão Cearense de Pintura, organizado por Chabloz, e o II Salão de Abril.16
- 1945, Rio de Janeiro: guaches dele vão à coletiva de artistas cearenses da Galeria Askanasy. Na apresentação do catálogo, o crítico Rubem Navarra os chama de “qualquer coisa de muito sério”.1718
- 1945-1947, Fortaleza: com Chabloz na Europa, para de pintar até a volta dele.19
- Agosto de 1948, Fortaleza: Chabloz embarca de volta à Europa com a coleção, e Chico larga os pincéis.20
- Outono de 1949, Genebra: Chabloz expõe os guaches na Salle Beauregard. Estrigas data a mostra de 1950.2119
- 1950 ou 1952, Lausanne: individual na Galerie Pour L’Art. Galvão e o obituário de O Povo dão 1950; Estrigas e as galerias que hoje representam a obra dão 1952.192223
- 1951, Lisboa: guaches dele entram na exposição de Chabloz no Palácio Foz, feita a convite de António Ferro.1924
- Dezembro de 1952, Paris: a revista Cahiers d’Art, de Christian Zervos, publica o ensaio de Chabloz “Un indien brésilien réinvente la peinture”, um índio brasileiro reinventa a pintura.25
- Novembro de 1955 a fevereiro de 1956, Neuchâtel, Suíça: obras dele estão em “Le Brésil”, a mostra de arte brasileira com que o Museu Etnográfico inaugura sua sala de exposições, e o museu adquire peças da coleção. Estrigas data a mostra de 1959.2627
Os anos de silêncio
- 1948-1959, Fortaleza: praticamente não pinta e vive de ofícios manuais. Roberto Galvão conta mais de dez anos de pausa, tempo bastante para que parte do público acreditasse que a carreira dele começara nos anos 1960.28
A universidade e o mercado
- Novembro de 1959, Fortaleza: Chabloz volta, encontra Chico sem pintar e o apresenta ao reitor Antônio Martins Filho, que implantava o museu de arte da Universidade do Ceará, o MAUC. Contratado, Chico passa a pintar no próprio museu, e dali sai o conjunto de cerca de quarenta guaches que é até hoje o núcleo do acervo dele no MAUC.29
- 10 de abril de 1961, Fortaleza: primeira individual, na sede dos Diários Associados, apresentada pelo governador Parsifal Barroso.30
- 25 de junho de 1961, Fortaleza: expõe seis guaches na mostra inaugural do museu da universidade.30
- c. 1963, Fortaleza: Henrique Bluhm, cantor lírico alemão dono de uma lanchonete no centro, torna-se o primeiro marchand dele.3132
- Setembro de 1963, Rio de Janeiro: individual na Galeria Relevo, organizada por Jean Boghici, que abre para ele o mercado do Sudeste.33
- 28 de setembro de 1963: a revista O Cruzeiro publica a reportagem em cores “Francisco da Silva e seu Mundo Fantástico”, que leva o nome dele às bancas do país inteiro.2
Veneza, 1966
- Janeiro de 1966, Fortaleza: o crítico Clarival do Prado Valladares separa doze guaches do acervo do MAUC para a delegação brasileira à 33ª Bienal de Veneza.34
- 1966, Veneza: quatro guaches vão às paredes da Bienal: Serpente della serra luminosa, Uccello e pesce “roni”, Drago con serpente e Tronco d’albero con serpente.35
- 1966, Veneza: o júri lhe concede uma menção honrosa, embora a comissão brasileira tenha negado apoio à distinção. Valladares a descreve como inédita para um pintor primitivo na história da mostra.36
- 1967, São Paulo: participa da IX Bienal de São Paulo.37
A Escola do Pirambu e o ateliê
Nos anos do ateliê, a assinatura do mestre numa tela não identifica sozinha a mão que a pintou. O trabalho era dividido por etapa entre ele e os discípulos, e o acabamento e a assinatura ficavam com ele.38 O artigo Catalogar Chico da Silva trata do que isso exige de quem data e atribui essas obras.
- Entre o fim de 1963 e o começo de 1964, Pirambu, Fortaleza: passa a trabalhar com auxiliares, garotos da vizinhança de doze a dezoito anos. O núcleo inicial da Escola do Pirambu tem cinco nomes: Babá, Claudionor, Garcia, Ivan de Assis e Chica, filha do pintor.3940
- 1965, Fortaleza: Henrique Bluhm monta uma oficina própria, onde Babá pinta e Chico passa no fim do dia para assinar.41
- 8 de fevereiro de 1966, Rio de Janeiro: primeiro escândalo público de autoria. O Jornal do Brasil noticia a acusação de Chico de que a Galeria Relevo vende quadros encomendados por Bluhm a Babá, e Bluhm responde que o pintor “estaria industrializando a sua arte”.42
- 1967, Fortaleza: o marchand Maurício Xerez monta a segunda oficina e contrata Ivan de Assis.41
- 12 de junho de 1969, Fortaleza: Maria Augusta do Carmo Moreira, de quinze anos, declara à Gazeta de Notícias que durante quase cinco anos pintou quadros que Chico assinava e vendia.43
- 18 de junho de 1969, Rio de Janeiro: O Globo leva à primeira página o “teste dos peixes”, em que a menina pinta dragões, peixes e pássaros diante de repórteres.44
- Junho de 1969, Fortaleza: Chabloz rompe em público com o pintor e chama o ateliê de “Fábrica de Quadros Chico da Silva Limitada”.45
- 1973, São Paulo: Garcia deixa o ateliê e vai para São Paulo, porque o que se paga ali não dá para viver.46
- 10 de maio de 1975, Fortaleza: a Tribuna do Ceará estampa na primeira página “Pirambu: todos pintam ‘Chico da Silva’”, com a estimativa de quinhentas pessoas do bairro vivendo da venda desses quadros.47
- Março de 1977, Fortaleza: na III Exanor, os cinco discípulos expõem como “Os Pintores do Pirambu” e passam a assinar os quadros com os próprios nomes.4048
- Abril de 1977, Fortaleza: diante do público, em sete dias, pintam com o mestre o painel Homens Trabalhando, de quatro por dois metros, inscrito no XXVII Salão de Abril. Chico sai do hospital para trabalhar na obra e a assina ao final.49
- 1979, Fortaleza: volta aos jornais acusando falsários, passa a negar em público que a Escola exista e pede à polícia um inquérito. A justiça nomeia como peritos Henrique Barroso e Roberto Galvão, e o processo não vai adiante.5051
Últimos anos e morte
- Fim de 1974, Fortaleza: o poder público lhe entrega casa e ateliê na avenida Leste-Oeste, apresentados como garantia de procedência: quem comprasse ali, comprava autêntico.5253
- 1975, Pirambu, Fortaleza: Pedro Jorge de Castro roda o curta Chico da Silva, premiado em outubro de 1976 como melhor filme de artes plásticas na I Mostra Nacional do Filme Documentário, em Curitiba.54
- 4 de maio de 1976, Fortaleza: é internado às pressas com cirrose agravada por tuberculose, e O Povo estampa “Chico da Silva está na miséria”.5556
- Setembro de 1976, Fortaleza: depois de uma recaída, é transferido para uma casa de saúde com diagnóstico de psicose alcoólica e passa quase um ano internado.5758
- Dezembro de 1976, Fortaleza: artistas e intelectuais lançam um movimento por uma fundação que proteja o nome dele, com planos de catalogar por número as obras autênticas.5960
- Agosto de 1977, Fortaleza: deixa a clínica e anuncia que não volta mais ao Pirambu.6158
- 1978, Fortaleza: volta à casa da Leste-Oeste, reformada pela prefeitura, e manda escrever na fachada “Vou terminar minha vida pintando”.62
- 1978, São Paulo: recebe a Medalha Anchieta, da Câmara Municipal de São Paulo. Algumas cronologias dão 1977.63
- 1979 e fevereiro de 1981: duas tromboses paralisam o lado direito dele. Canhoto, segue pintando.64
- A partir de 1981, Fortaleza: vende num boxe do aeroporto Pinto Martins, conseguido por Luíza Távora, então primeira-dama do estado, cerca de três quadros por semana.65
- Junho de 1983, Ceará: uma lei estadual lhe concede pensão vitalícia de dois salários mínimos.66
- 28 de março de 1984, Fortaleza: o governador Gonzaga Mota lhe entrega, na casa em que vive, a Medalha da Abolição, a maior comenda do Ceará.6768
- 10 de junho de 1984, Fortaleza: morre Jean-Pierre Chabloz.69
- 6 de dezembro de 1985, Fortaleza: Chico da Silva morre às 3h20, na Policlínica, de acidente vascular cerebral a partir de um enfisema pulmonar crônico, e é sepultado no mesmo dia no cemitério Parque da Paz.2270
Depois de 1985
- 1986, Fortaleza: Roberto Galvão, um dos peritos de 1979, publica Chico da Silva e a Escola do Pirambu.71
- 1989, Fortaleza: retrospectiva “Do Delírio ao Dilúvio”, no Espaço Cultural do Palácio da Abolição, com catálogo de Galvão.72
- 2001, Fortaleza: o governo do Ceará adquire os guaches que restavam da coleção que Chabloz levara para a Europa, dezesseis do pintor e um de Chica, e os expõe em “Chico da Silva vê Chabloz vê Chico da Silva”.15
- A partir de meados de 2004, Fortaleza: Claudionor, Garcia e Babá voltam a pintar juntos sob o Instituto Cultural Oboé, do empresário Newton Freitas.7346
- 18 de outubro de 2010, Fortaleza: morre Claudionor.73
- 2020, Fortaleza: é o “Ano Chico da Silva”, instituído por decreto da prefeitura de 27 de dezembro de 2019, e o 71º Salão de Abril o homenageia.74
- 4 de março a 28 de maio de 2023, São Paulo: a retrospectiva “Chico da Silva e o ateliê do Pirambu” mostra 124 obras a 88.881 visitantes na Pinacoteca de São Paulo e segue para a Pinacoteca do Ceará, onde se chama “Chico da Silva e a Escola do Pirambu”.75
- 2023, Fortaleza: um acordo no Ministério Público Federal faz do painel Homens Trabalhando parte do acervo do MAUC, o museu em que o pintor trabalhou nos anos 1960.76
- 2023, Nova York: a David Kordansky Gallery faz a primeira individual dele em Nova York, e o New York Times publica uma reportagem sobre a redescoberta.7778
- 14 de novembro de 2023, Nova York: a Sotheby’s vende por 330,2 mil dólares Serpente da serra luminosa, guache de cerca de 1966 que esteve na Bienal de Veneza, o recorde do artista em leilão.79
- 23 de março a 16 de maio de 2024, Xangai: individual na galeria BANK, apresentada como a primeira dele na Ásia.80
- 2024, Fortaleza: o Centro Cultural Belchior apresenta “Escola do Pirambu: Um Legado de Chico da Silva”, e Flávia Muluc organiza o livro de mesmo nome, que registra Garcia como o único dos cinco do núcleo ainda vivo.8182
- 6 de junho a 13 de setembro de 2026, Nottingham, Reino Unido: “And the soul is for the birds”, na Nottingham Contemporary, a primeira individual institucional dele na Europa.83
Bibliografia
Livros, catálogos e estudos citados de forma abreviada nas notas; a imprensa de época é citada por extenso em cada nota.
- Chico da Silva em três dimensões. Catálogo de exposição, Centro Cultural Banco do Nordeste. Fortaleza, 2005.
- Chico da Silva vê Chabloz vê Chico da Silva. Catálogo de exposição, Centro Cultural da Abolição. Fortaleza: Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, 2001.
- Estrigas [Nilo de Brito Firmeza]. A saga do pintor Francisco Domingos da Silva. Fortaleza: Tukano, 1988.
- Galvão, Roberto. Chico da Silva e a Escola do Pirambu. Fortaleza: Secretaria de Cultura e Desporto do Ceará, 1986.
- Galvão, Roberto. Chico da Silva: do delírio ao dilúvio. Catálogo de exposição. Fortaleza: Costa Gráfica, 1989.
- Le Brésil: arts primitifs indigène, afro-brésilien, populaire; arts modernes. Catálogo de exposição. Neuchâtel: Musée d’ethnographie, 1955.
- Muluc, Flávia, org. A Escola do Pirambu: um legado de Chico da Silva. Fortaleza: Gráfica LCR, 2024.
- Oliveira, Gerciane Maria da Costa. Chico da Silva: a emergência de um talento artístico. Fortaleza: EdUECE, 2023.
- Oliveira, Gerciane Maria da Costa. “É ou não é um quadro Chico da Silva?”. Tese de doutorado, Universidade Federal do Ceará, 2015.
- Oliveira, Gerciane Maria da Costa. “Quando um estilo artístico individual se torna uma maneira de pintar? O caso do artista naïf Chico da Silva”. Crítica Cultural 12, n. 2 (2017): 305-313.
- Oliveira, Gerciane Maria da Costa. “Chico da Silva, o pioneiro da arte indígena? A dinâmica de reclassificação do artista acreano em recentes exposições”. MODOS: Revista de História da Arte 8, n. 2 (2024): 706-726.
- Silberstein, David A. “Colonialismo e cultura popular: o caso de Chico da Silva”. Revista de Ciências Sociais 8, n. 1-2 (1977): 219-232.
Notas
Notas
-
Estrigas, A saga do pintor; Oliveira, A emergência de um talento artístico; o rio Tejo e o atual município de Marechal Thaumaturgo, cronologia de Chico da Silva vê Chabloz vê Chico da Silva. ↩
-
Eduardo Campos, “Francisco da Silva e seu Mundo Fantástico”, O Cruzeiro, 28 de setembro de 1963, pp. 110-111, Hemeroteca Digital Brasileira. A reportagem dá o nascimento em 16 de março de 1922 e o primeiro quadro em 1937. ↩ ↩2 ↩3
-
“Pintor diz que sua arte é explorada por dono de galeria”, Correio da Manhã, 12 de junho de 1966, p. 13, Hemeroteca Digital Brasileira. ↩
-
Luiz Ernesto [Machado Kawall], “No Ceará, a glória e a dor do primitivo Chico da Silva”, A Tribuna (Santos), 22 de outubro de 1972, p. 4, Hemeroteca Digital Brasileira. ↩
-
Estrigas, A saga do pintor, que defende 1922 ou 1923 e atribui o 1910 a erro do Dicionário de Roberto Pontual. ↩
-
Luiz Carlos Antero, “Um ‘índio’ entre os mercadores”, Movimento, n. 85, 14 de fevereiro de 1977, p. 16, Hemeroteca Digital Brasileira. ↩
-
Oliveira, A emergência de um talento artístico, sobre o pai de provável origem kampa, a mãe Minervina Félix de Lima, a morte do pai em Quixadá e o caminho até Fortaleza. ↩ ↩2
-
Edmar Morel, “A Máfia destruiu Chico da Silva”, O Povo, 1º de junho de 1976, p. 5. ↩
-
Galvão, Chico da Silva e a Escola do Pirambu; o marco de 1937 é consenso das fontes, repetido pelo próprio pintor. ↩
-
“4 séculos de arte industrializada”, Jornal do Brasil, 25 de junho de 1969, Caderno B, p. 25, Hemeroteca Digital Brasileira. ↩
-
Estrigas, A saga do pintor; o detalhe só aparece nesse livro. ↩
-
Jean-Pierre Chabloz, “Francisco Silva ou a ingenuidade perdida”, Jornal do Brasil, 23 de agosto de 1969, Caderno B, p. 25, Hemeroteca Digital Brasileira. ↩
-
Silberstein, “Colonialismo e cultura popular”, p. 222. ↩
-
Oliveira, A emergência de um talento artístico, sobre o método de encomenda; o material e o pagamento adiantado, Chico da Silva vê Chabloz vê Chico da Silva. ↩
-
Chico da Silva vê Chabloz vê Chico da Silva, texto de apresentação: a coleção tinha vinte obras das fases 1943-45 e 1947-48; dezesseis, mais uma de Chica da Silva, voltaram ao Ceará em 2001. ↩ ↩2
-
Galvão, Chico da Silva e a Escola do Pirambu; sobre a organização do III Salão por Chabloz, “O culto da Arte”, O Nordeste, 24 de janeiro de 1944, p. 14, Portal da História do Ceará. ↩
-
Silberstein, “Colonialismo e cultura popular”, p. 222. ↩
-
Galvão, Chico da Silva e a Escola do Pirambu, p. 12: a pausa de 1945 a 1947, Genebra em 1949, Lausanne em 1950 e Lisboa em 1951. ↩ ↩2 ↩3 ↩4
-
“Letras & Artes”, O Nordeste, 13 de agosto de 1948, p. 1, Portal da História do Ceará. ↩
-
“Société mutuelle artistique (Salle Beauregard)”, Journal de Genève, 5 de outubro de 1949, p. 5, Le Temps Archives; o “outono de 1949” em Oliveira, A emergência de um talento artístico, p. 64. Estrigas, A saga do pintor, p. 95, data o Salão Beauregard de 1950. ↩
-
“Chico da Silva deixa no tempo a criatividade da arte ingênua”, O Povo, 7 de dezembro de 1985, Segundo Caderno, p. 1, com o boxe “Frases de Chico da Silva”, de Roberto Galvão. ↩ ↩2
-
Estrigas, A saga do pintor, p. 95, lista de exposições fora do Ceará; os CVs institucionais da Gomide&Co (São Paulo, 2026) e da David Kordansky Gallery (Nova York/Los Angeles, 2026) também dão 1952. ↩
-
Oliveira, A emergência de um talento artístico, p. 64, sobre o Palácio Foz em 1951 e o convite de António Ferro. ↩
-
Jean-Pierre Chabloz, “Un indien brésilien réinvente la peinture”, Cahiers d’Art (Paris), dezembro de 1952, conforme Estrigas, A saga do pintor, e Oliveira, A emergência de um talento artístico. ↩
-
Le Brésil: arts primitifs indigène, afro-brésilien, populaire; arts modernes, catálogo de exposição (Neuchâtel: Musée d’ethnographie, 1955); Galvão, Chico da Silva e a Escola do Pirambu, p. 13. Estrigas data a mostra de 1959. ↩
-
Galvão, Chico da Silva e a Escola do Pirambu; a presença em Neuchâtel é lembrada também em Walter Sotomayor, “Chico da Silva”, Correio Braziliense, 28 de outubro de 1976. ↩
-
Galvão, Chico da Silva e a Escola do Pirambu; também Chico da Silva em três dimensões. ↩
-
Galvão, Chico da Silva e a Escola do Pirambu, p. 13; a contagem de cerca de quarenta guaches do núcleo é dos livros de referência, com variação até 43. ↩
-
Estrigas, A saga do pintor, que detalha a individual de 10 de abril de 1961 e a coletiva inaugural do museu em 25 de junho. ↩ ↩2
-
Oliveira, “É ou não é um quadro Chico da Silva?”, pp. 149-150. ↩
-
Estrigas, A saga do pintor, p. 43 (“cantor de músicas eruditas”, e a lanchonete Di Caura); Silberstein, “Colonialismo e cultura popular”, p. 225. ↩
-
Galvão, Chico da Silva e a Escola do Pirambu, sobre a Galeria Relevo e as apresentações de Chabloz e Aldemir Martins. ↩
-
Galvão, Do delírio ao dilúvio; a data de janeiro de 1966 para a seleção, Estrigas, A saga do pintor. ↩
-
Francisco Domingos da Silva, base ASACdati, Archivio Storico delle Arti Contemporanee, La Biennale di Venezia, registros das quatro obras da 33ª Bienal (1966), acesso em 12 ago. 2026. ↩
-
Carta de Clarival do Prado Valladares a Haroldo Juaçaba, 23 de setembro de 1966, transcrita em Galvão, Do delírio ao dilúvio. ↩
-
Galvão, Chico da Silva e a Escola do Pirambu; Galvão, Do delírio ao dilúvio. ↩
-
Galvão, Chico da Silva e a Escola do Pirambu, sobre a divisão do trabalho e o aprendizado escalonado. ↩
-
Galvão, Chico da Silva e a Escola do Pirambu; Oliveira, “É ou não é um quadro Chico da Silva?”. ↩
-
“Os Pintores do Pirambu”, Correio do Ceará, 16 de março de 1977, p. 4, Portal da História do Ceará. ↩ ↩2
-
Oliveira, “É ou não é um quadro Chico da Silva?”, pp. 149-150; Gilberto Andrade Machado, “Calidoscópio: história do ensino de artes plásticas em Fortaleza” (tese de doutorado, Universidade Federal do Ceará, 2008), pp. 57-58. ↩ ↩2
-
“Silva diz que Relêvo está vendendo no Rio imitações das suas telas primitivas”, Jornal do Brasil, 8 de fevereiro de 1966, p. 10, Hemeroteca Digital Brasileira. ↩
-
Gazeta de Notícias (Fortaleza), 12 de junho de 1969, conforme Galvão, Chico da Silva e a Escola do Pirambu, e Estrigas, A saga do pintor. ↩
-
“O teste dos peixes”, O Globo, 18 de junho de 1969, p. 1, e “Teste aprova menina que acusa o pintor”, p. 7. ↩
-
“Chabloz descreve: ascensão e queda de Chico da Silva”, O Povo, 30 de junho de 1969, p. 5; Galvão, Chico da Silva e a Escola do Pirambu, p. 20, data as declarações de 18 de junho e registra a alcunha. ↩
-
TVDD #arte, entrevista com Garcia (José dos Santos Gomes), vídeo, 19 de fevereiro de 2026. ↩ ↩2
-
Graça Magalhães, “Pirambu: todos pintam ‘Chico da Silva’”, Tribuna do Ceará, 10 de maio de 1975, p. 1, apud Oliveira, “Quando um estilo artístico individual se torna uma maneira de pintar?”, 307. ↩
-
Frederico Morais, “No Ceará tem gravura, rabiscos e arte conceitual”, O Globo, 30 de março de 1977, p. 36. ↩
-
Galvão, Chico da Silva e a Escola do Pirambu; Galvão, Do delírio ao dilúvio. ↩
-
“Chico da Silva volta a acusar falsificadores”, Correio do Ceará, 28 de junho de 1979, pp. 1 e 13, Portal da História do Ceará. ↩
-
Galvão, Chico da Silva e a Escola do Pirambu, p. 27, sobre o inquérito e os peritos nomeados pelo juiz da 2ª Vara Criminal de Fortaleza. ↩
-
“Fortaleza dá casa a Chico Silva”, Jornal do Brasil, 30 de dezembro de 1974, p. 18. ↩
-
Luciano Diógenes, “Casa para Chico Silva”, Correio do Ceará, 13 de agosto de 1974, p. 7; “Casa de Chico Silva no ‘Ano da Cultura’”, Correio do Ceará, 2 de janeiro de 1975, p. 5. ↩
-
“Curtas premiados no Paraná”, O Estado de S. Paulo, 21 de outubro de 1976, p. 10; ofício 48/76-GT da I Mostra Nacional do Filme Documentário, Curitiba, 8 de novembro de 1976. ↩
-
“Chico da Silva está na miséria”, O Povo, 13 de maio de 1976, p. 6. ↩
-
Galvão, Chico da Silva e a Escola do Pirambu, p. 24: internado em 4 de maio de 1976, recebeu a unção dos enfermos no dia seguinte. ↩
-
“Recuperado, Chico volta aos quadros”, O Estado de S. Paulo, 14 de agosto de 1976, p. 12. ↩
-
Galvão, Do delírio ao dilúvio; Estrigas, A saga do pintor; a saída da clínica no início de agosto de 1977, Galvão, Chico da Silva e a Escola do Pirambu, p. 26. ↩ ↩2
-
“Uma instituição para zelar o nome Chico da Silva”, O Povo, 19 de dezembro de 1976, Caderno B, p. 4. ↩
-
“Artistas lutam para preservar nome e obra de Chico da Silva”, O Estado de S. Paulo, 19 de fevereiro de 1977, p. 9, Acervo Estadão. ↩
-
“Estou vendendo saúde e não vou voltar mais ao Pirambu”, O Povo, 31 de agosto de 1977, p. 12. ↩
-
“Chico da Silva volta ao seu ‘atelier’ na Av. Leste-Oeste”, O Povo, 13 de agosto de 1978, p. 9. ↩
-
Galvão, Chico da Silva e a Escola do Pirambu; Estrigas, A saga do pintor; o ano oscila entre 1977 e 1978 nas cronologias, e 1978 é o da maioria das fontes. ↩
-
Galvão, Do delírio ao dilúvio. ↩
-
Galvão, Do delírio ao dilúvio; o ritmo de vendas, cronologia de Chico da Silva vê Chabloz vê Chico da Silva. ↩
-
Lei estadual n. 10.807, Diário Oficial do Ceará, 28 de junho de 1983; Galvão, Do delírio ao dilúvio. ↩
-
“Sofrimento e miséria na arte, mas com medalhas em vida”, O Povo, 28 de março de 1984, Caderno Z, p. 15. ↩
-
“Chico da Silva é condecorado em Fortaleza”, O Estado de S. Paulo, 29 de março de 1984, p. 24. ↩
-
Estrigas, A saga do pintor, que dá a morte de Chabloz em Fortaleza em 10 de junho de 1984. ↩
-
“Ceará perde Chico da Silva e poucos vão ao cemitério”, O Povo, 7 de dezembro de 1985, p. 1. ↩
-
Galvão, Chico da Silva e a Escola do Pirambu; a perícia, p. 27. ↩
-
Galvão, Do delírio ao dilúvio, catálogo da retrospectiva de 1989. ↩
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Claudionor Nogueira, “João Clôud, O Leão Pantera”, texto autobiográfico, em Muluc, A Escola do Pirambu, pp. 58-71; a apresentação de Erika Cavalcanti data a reaproximação com Garcia e Babá de meados de 2004 e a morte de Claudionor de 18 de outubro de 2010. ↩ ↩2
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Muluc, A Escola do Pirambu, sobre o decreto da prefeitura e a homenagem do 71º Salão de Abril; o decreto n. 14.574, de 27 de dezembro de 2019, em Oliveira, “Chico da Silva, o pioneiro da arte indígena?”, 715. ↩
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“Chico da Silva e o ateliê do Pirambu”, Pinacoteca de São Paulo, 4 de março a 28 de maio de 2023, curadoria de Thierry de Freitas; público e contagem de obras em “Pinacoteca do Ceará abre maior exposição já realizada sobre o artista”, Pinacoteca do Ceará, 7 de julho de 2023 (acessos em 12 ago. 2026). ↩
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Muluc, A Escola do Pirambu, pp. 72-75; “Painel artístico da Escola do Pirambu será da UFC após acordo”, O Povo, 31 de maio de 2023, opovo.com.br; “UFC assina acordo no MPF”, mauc.ufc.br. ↩
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Hilarie M. Sheets, “A Visionary Brazilian Artist Is Rediscovered”, The New York Times, 19 de outubro de 2023. ↩
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“Artista indígena, Chico da Silva é redescoberto e ganha mostra em Nova York”, O Estado de S. Paulo, 21 de novembro de 2023, p. C3, Acervo Estadão; tradução da matéria do New York Times. ↩
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“Serpente da serra luminosa”, lote 243, Modern Day Auction, Sotheby’s, Nova York, 14 de novembro de 2023; resultado no balanço oficial das vendas de novembro (acesso em 12 ago. 2026). A ficha do lote registra a obra na “XXXIII Biennale Internazionale d’Arte Venezia”, 1966. ↩
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“Chico da Silva: Amazônian Legend”, BANK, Xangai, 23 de março a 16 de maio de 2024, curadoria de Simon Watson; o texto de abertura a apresenta como a primeira individual do pintor na Ásia (acesso em 12 ago. 2026). ↩
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Muluc, A Escola do Pirambu, publicado na esteira da exposição homônima do Centro Cultural Belchior (2024). ↩
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Muluc, A Escola do Pirambu, que nomeia Garcia como o único do núcleo ainda vivo e dedica o volume a Chico, Babá, Claudionor, Chica, Ivan e Garcia. ↩
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“Chico da Silva: And the soul is for the birds”, Nottingham Contemporary, 6 de junho a 13 de setembro de 2026, curadoria de Salma Tuqan e Niall Ó Faircheallaigh (acesso em 12 ago. 2026). ↩

